Património Mundial da UNESCO – Backpackers Bay https://backpackers-bay.com Blog de viagem, com dicas e informações práticas, sobre vários destinos, para a sua próxima aventura. Fri, 09 Aug 2024 15:19:52 +0000 pt-PT hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.1 Jantar Mantar, o Observatório Astronómico de Jaipur https://backpackers-bay.com/jantar-mantar-de-jaipur/ https://backpackers-bay.com/jantar-mantar-de-jaipur/#respond Tue, 30 Jan 2024 10:19:02 +0000 https://backpackers-bay.com/?p=8142

O Jantar Mantar, em jaipur, é um observatório que conta com 19 instrumentos astronómicos muito peculiares, alguns com dimensões consideráveis. Património mundial da Unesco começou a ser construído no século XVIII, peloMarajá Jai Singh II, com o objetivo de mapear os movimentos dos astros a olho nu e sem necessidade de recorrer a telescópios.

É isto que confere sentido ao seu nome, que significa instrumento de cálculo. Para o Maharaja, estudar os movimentos e dinâmicas astrológicas permitia antecipar ou prever segredos do destino e do futuro e terá sido essa a principal motivação para a criação um dos maior observatórios astronómicos daquela altura .

observatório de jaipur

Com relógios solares de uma precisão incrível, quadrantes e instrumentos para medir a deslocação de corpos celestes, é um local que vale a pena visitar, nem que seja para admirar um cenário tão singular, com aquelas peças aparatosas que pouco ou nenhum sentido fazem para leigos.

O ideal será mesmo ir com tempo de sobra, para haver tempo para ler as placas onde é descrita a função de cada instrumento que, na maioria dos casos, foram inspirados na corrente astronómica islâmica, a mais avançada na época da sua construção. O Grande destaque neste espaço é o maior relógio solar do mundo, Samrat Yantra, com cerca de 27 metros de altura.

Jantar mantar jaipur

A melhor altura para visitá-lo é por volta do meio dia quando, devido à posição do sol, é possivel perceber mais facilmente a função dos instrumentos. No entanto, convém lembrar, o calor pode ser intenso e convém proteger a cabeça com um chapéu ou lenço.

À noite é possível assistir a um espetáculo de luz narrado, onde é explicada a história e origem de Jaipur, assim como a do Jantar Mantar. O show dura 45 minutos e acontece entre as 18.30 e as 19.30 nos meses de outubro a fevereiro, entre as 19 e as 20 horas nos meses de março a abril e entre as 19.30 e 20.30 de maio a setembro. É necessário fazer reserva e os bilhetes custam 200 rupias (R$11 / 2,60€).

Jantar mantar de jaipur

Preço de entrada no Jantar Mantar

A entrada no observatório astronómico de Jaipur custa 200 rupias (+/- 2.20€). Para entra com máquina fotográfica pagam-se mais 50 rupias (+/- 0.60€).

Horário

O Jantar Mantar pode ser visitado entre as nove e meia da manhã e as quatro e meia da tarde.

Localização e como chegar ao Jantar Mantar

Fica localizado no centro da cidade, ao lado palácio real, pelo que vale a pena reservar uma manhã ou uma tarde para visitar os dois locais. Pode encontrar aqui um tours à sua medida.

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Wat Mahathat em Sukhothai https://backpackers-bay.com/wat-mahathat-sukhothai/ https://backpackers-bay.com/wat-mahathat-sukhothai/#respond Tue, 30 Jan 2024 08:45:49 +0000 https://backpackers-bay.com/?p=4059

Wat Mahathat em Sukhothai, construído entre os anos 1290 e 1350, é o templo mais visitado no parque histórico da cidade e o principal cartão de visita da antiga capital da Tailândia.

Wat Mahathat em sukhothai

O que esperar do templo Wat Mahathat de Sukhothai?

Este vasto complexo religioso, representativo do centro do universo, era o centro espiritual do reino do Sião, que tinha Sukhothai como capital. Como o seu nome indica e significa na língua local, o templo da grande relíquia, era ali que era guardada uma importante relíquia de Buda.

É por esse facto que, em várias cidades na Tailândia, encontramos templos que partilham o mesmo nome, como por exemplo o de Ayutthaya, que se define pela mesma finalidade, guardando ou tendo guardado, também, uma relíquia.

Wat Mahathat em sukhothai

Entre várias ruínas impressionantes, algumas na sua forma original e outras restauradas recentemente, no Wat Mahathat em Sukhothai podemos encontrar uma fantástica imagem de Buda na posição sentada. É, provavelmente, o objeto mais fotografado no parque histórico.

Para além disso, há vários phrangs Khmer e um grande chedi em forma de Lotus.

A visita a este templo é absolutamente obrigatória para quem por ali passa.

Preço de entrada no Wat Mahathat

Visitar o templo custa 100 baht (2.60€), relativos à entrada no complexo central do parque histórico.

Horário de entrada

Pode ser visitado entre as 6 da manhã e as 21 horas.

Localização e como chegar ao Wat Mahathat em Sukhothai

Wat Mahathat é fácil de encontrar, à esquerda da entrada leste da  muralha da cidade. 

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Forte Vermelho de Nova Deli https://backpackers-bay.com/forte-vermelho-de-nova-deli/ Thu, 25 Jan 2024 12:45:41 +0000 https://backpackers-bay.com/?p=8512

O Forte Vermelho de Nova Deli é um dos símbolos das cidade e, com grande probabilidade, a sua principal atração turística. Construído no século XVII, na zona de Old Delhi, esta fortificação foi idealizada por Shan Jahan, que liderava o país nessa altura. Este, a quem também se deve a construção do Taj Mahal, idealizou e deu forma ao Forte Vermelho aquando da transferência da capital indiana de Agra para Nova Deli.

forte vermelho de nova delhi

Este monumento, um complexo megalómano de muralhas, que se destaca pela sua imponência e pelo seu tom avermelhado que explica, também, o seu nome, é a expressão inequívoca dos esforços realizados no sentido de tornar Nova Deli a cidade real e um símbolo de riqueza e poder. Originalmente batizado de Qila-e-Mubarak, que significa forte abençoado, o complexo, considerado património mundial pela Unesco, tem uma área de 265 acres.

O seu interior, opulento, ostentava sinais de riqueza incríveis e contava com mais de uma dezena de palácios, jardins, tal como as áreas que normalmente existiam numa sede administrativa, como uma sala de audiências, etc..

Apesar do Red Fort  manter a sua dimensão, que ainda hoje impressiona aqueles que o visitam, as riquezas que habitavam o seu interior na altura do sua construção não são as mesmas de outrora. Catástrofes naturais, como o terramoto de 1719, guerras e pilhagens foram delapidando o seu património ao longo dos anos.

Ainda assim, passando pela capital indiana, este é um dos pontos de passagem obrigatória. Até porque, estando localizado em Old Delhi, podemos aproveitar e, na mesma manhã ou tarde, explorar a parte velha da cidade e visitar a Jama Masjid, que está ali mesmo ao lado.

Para viajantes menos experientes, fazer um tour ou uma visita guiada, que inclua estas três atrações, poderá ser um opção acertada tendo em conta o caos que caracteriza Nova Deli. Se for essa a intenção, encontre aqui tour ou um guia.

red fort em old delhi

Sound and Light Show no Forte Vermelho

Para que tiver tempo de sobra, existe ainda um show luz e som, com a duração de uma hora, que retrata a história de Nova Deli, do forte e do seu mentor. Este show tem uma versão em indiano e inglês com horários que variam ao longo do ano:

  • Entre setembro e outubro e entre fevereiro e abril: 19h (indiano) / 20.30h (inglês);
  • Entre novembro e janeiro: 18h (indiano) / 19.30h (inglês);
  • Entre maio e agosto: 9.30h (indiano) / 21h (inglês).

forte vermelho de new delhi

Informação Útil

Preço de entrada

A entrada no Red Fort custa 500 rupias (cerca de 5.50€) para estrangeiros. Para entrar com máquina fotográfica pagam-se 25 rupias (cerca de 0.30€).

Para ver o Light and Sound show pagam-se 80 rupias (0.90€) ao fim-de-semana. Durante a semana é um pouco mais barato, custando 60 rupias (0.70€).

Horário e dias de abertura

O forte está aberto das 9.30 da manhã até as 16.30.

Nota: Encontra-se encerrado à segunda-feira.

Localização e como ir ao Forte Vermelho

O forte está fica na rua Netaji Subhash Marg, Chandni Chowk, New Delhi, na cidade velha. A forma mais rápida de lá chegar, com menos possibilidades de imprevistos numa cidade caótica como é esta, será apanhar o metro. Podemos apanhar o metro, na linha amarela, para a estação Chandni Chowk ou a linha roxa para a estação Lal Quila.  Se o nosso plano passa por visitar primeiro a Jama Masjid, podemos sair na estação Jama Masjid, da linha roxa ou e depois seguir a pé para o Forte Vermelho.

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Qutb Minar https://backpackers-bay.com/qutb-minar/ https://backpackers-bay.com/qutb-minar/#respond Wed, 24 Jan 2024 10:39:31 +0000 https://backpackers-bay.com/?p=8537

O Qutb Minar é um dos símbolos de Nova Deli e, para aqueles que têm um ou dois dias para explorar a cidade, um ponto de paragem obrigatório. Este monumento, considerado património mundial pela UNESCO, com cerca de setenta metros de altura é o minarete mais alto do mundo, entre aqueles que foram construídos com tijolos. Estes, uns de arenito avermelhado outros de mármore, conferem-lhe um tom a que nos vamos habituar, característico de inúmeros monumentos espalhados pela Índia.

Qutb Minar de nova deli

Edificado entre os séculos XII e XIII, durante a dinastia mameluca e durante o domínio turco naquela região, é um dos melhores exemplos da expressão arquitetónica indo-islâmica. Da mesma forma que as ruínas que existem na sua sombra, suas contemporâneas, e que partilham a sua identidade cultural. Ali podemos encontrar estruturas funerárias e vestígios de antigas mesquitas, entre as quais se distingue a mais antiga do Norte do país, construída com o materiais oriundos de templos hindus.

qutb minar new delhi

Para lá dos detalhes históricos que ficam melhor a cargo de especialistas, o que fica na retina de quem visita o local, além da imponência da minarete, é a ornamentação das estruturas, trabalhadas de forma exímia e com grande detalhe, preservando no tempo o testemunho de uma era que já é, na Índia de hoje.

Para visitar este local e, ao mesmo tempo, descobrir como este monumento documento um pouco das transformações que Nova Deli sofreu ao longo do tempo, encontre aqui um tour ou uma visita guiada.

qtub minar new deli

Preço de entrada no complexo do Qutb Minar

Sendo estrangeiro, para visitar o complexo pagamos um bilhete de  550 rupias, cerca de 6€.

Para entrar com máquina fotográfica ou para tirar fotografias com o telemóvel temos de pagar 25 rupias (R$1,4 / 0,3€).

Horário de abertura

O complexo arqueológico está aberto entre as 7 e as 17 horas. No entanto, para evitar grandes multidões, a melhor altura para visitá-lo é de manhã, bem cedo.

Localização e chegar ao Qutb Minar

O Qutb minar, que fica no Sul da cidade, está a cerca 40 minutos do centro e a cerca de 20 minutos do aeroporto. Uma das opções é ir de metro, na linha amarela, até à estação Qutb Minar.

Também podemos ir de Uber. Se partirmos de Paharganj devemos demorar mais ou menos 45 minutos e o preço da viagem deverá rondar as 175 rupias ( cerca de 2€). Se estivermos em Old Delhi, no Red Fort ou na Jama Masjid, a viagem deverá custar aproximadamente 200 rupias (cerca de 2,5€) e demorar, mais ou menos 50 minutos.

Ir de rickshaw, por um preço de negociável, talvez seja a opção mais genuína. Mas há que ter em conta que, caso estejamos longe, a viagem pode-se tornar cansativa, devido à poluição e ao ruído que caracteriza a cidade.

Por fim, e isto aplica-se às duas últimas opções, relembrar que o transito na Índia é de outra dimensão. 45 minutos podem-se tornar, facilmente, 3 horas. O melhor mesmo será irmos de metro.

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Túmulo de Humayun https://backpackers-bay.com/tumulo-de-humayun/ https://backpackers-bay.com/tumulo-de-humayun/#respond Wed, 24 Jan 2024 10:10:15 +0000 https://backpackers-bay.com/?p=8553

O túmulo de Humayun, considerado património mundial pela UNESCO, é o testemunho mais notável do período mongol na Índia.  Construído no século XVI, por ordem da viúva do imperador Humayun para guardar o corpo do seu marido, demorou cerca nove anos a ser construído.  Já a sua influência na cultura arquitetónica Indiana e de Nova Deli é intemporal, sendo apontado como a principal influência na construção do Taj Mahal, cerca de 100 anos mais tarde.

Túmulo de Humayun

Fortemente inspirado na cultura persa, o túmulo de Humayun destaca-se também como o primeiro complexo do género no subcontinente indiano, em que um túmulo é construído no centro de um jardim. Com uma forma quadrada, divida por passeios e caminhos em quatro partes que, por sua vez, se dividem em 36 partes esta construção é a conceptualização da ideia de paraíso transmitida no Alcorão.

Ao longo do tempo, o complexo funerário foi vendo novos túmulos serem construídos, como mausoléus para os descendentes de imperador Humayun que, naturalmente, se mantém como elemento central do complexo.

Túmulo de Humayun

O edifício funerário, feito em arenito vermelho e mármores amarelo e negro, tem uma arquitetura belíssima, quer no exterior quer no seu interior.  Arcos, belas janelas e entalhes, para além do jardim, são motivos suficientes para visitarmos o túmulo, erigido sobre uma plataforma com 7 de altura.

Para visitar este túmulo e, aproveitando a ocasião, descobrirmos um pouco mais sobre a história e origem do local, podemos contratar aqui tour ou uma visita guiada.

humayuns tomb gate

Preço de entrada no túmulo de Humayun

Sendo estrangeiro, para visitar o complexo pagamos um bilhete de  500 rupias, cerca de 5.5€.

Horário de abertura

Pode ser visitado entre as 8 da manhã e as 18 horas.

Localização e chegar ao Humayun Tomb

Não é difícil chegar ao local, seja de carro seja de metro. As estações de metro mais próximas, na linha amarela, são a Jorbagh e a Race Course.

Ir de Uber também não será uma má opção, dependendo, como sempre na Índia, da sorte e do transito.

  • de Paharganj: custa aproximadamente 127 rupias (R$7,30 / 1,6€) e demora cerca de 25 minutos;
  • de Old Delhi, da Jama Masjid ou do Forte Vermelho: custa aproximadamente 140 rupias (R$8 / 1,75€) e demora cerca de 30 minutos;
  • de Qutb Minar: custa aproximadamente  172 rupias (R$9,9 / 2,15€) e demora cerca de 30 minutos.

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Angkor Wat no Cambodja, mais do que templos, o símbolo de um país https://backpackers-bay.com/angkor-wat-cambodja/ https://backpackers-bay.com/angkor-wat-cambodja/#respond Wed, 24 Jan 2024 10:06:44 +0000 https://backpackers-bay.com/?p=9223

Angkor Wat, considerado o maior monumento religioso do mundo, é um elemento incontornável da identidade do Cambodja, estando inclusivamente representado na bandeira do país. Este complexo, considerado património Mundial pela UNESCO, com uma área de 200 kms2, é um “mundo” maravilhoso, repleto de velhos templos, verdadeiros “tesouros”, dispersos numa selva com que se misturam. Mas isto é o que pensamos.

Angkor Wat

Angkor Wat tem um história curiosa. Perdidas na para a floresta tropical durante séculos, as suas ruínas são os vestígios e evidências da grandiosidade do império Khmer, que tinha Angkor como a sua capital. Hoje é um dos locais mais visitados no sudoeste asiático e no mundo, sendo um “must go” até para aqueles que visitam os vizinhos Vietname e Tailândia.

A construção deste complexo terá começado no século IX e florescido até ao século XV. O principal responsável terá sido o rei Suryavarman II, auto-proclamado “rei universal”, que fomentou a construção da cidade como aquela que se tornaria a capital e o epicentro do seu império. Tornou-se uma cidade próspera que terá sido a maior do período pré-industrial, com cerca de meio milhão de habitantes. Originalmente hindu, foi convertida ao budismo, no decorrer de uma história rica em transformações e conflitos. No seu declínio, problemas relacionados com o sistema de abastecimento de água acabaram por determinar um destino sombrio. A cidade foi consumida pela floresta e esquecida durante séculos.

Mas, eventualmente, acabou por renascer para o mundo e para o turismo, sendo um dos locais mais fantásticos conhecemos. É um complexo vastos, cheio de surpresas e tesouros, sem dúvida uma das maravilhas do mundo. E, a melhor forma de visitar esta antiga cidade, que está a apenas a 5 kms de Siem Reap, será de bicicleta ou de scooter, ou mesmo a caminhar.

Para isso devemos reservar dois ou três dias para explorar, com tempo, os trilhos que rasgam a floresta e nos conduzem às ruínas, das quais Angkor Wat faz parte. Ruínas das quais faz parte?!! Baralhado?! Pois, na verdade Angkor Wat é apenas um, entre o milhar templos que compunham a antiga cidade de Angkor. Era esse o seu nome. Acontece que a dimensão e popularidade daquele templo fizeram com que tudo aquilo que o envolve passasse a ser conhecido pelo seu nome, Angkor Wat.

angkok wat temple

Os principais templos de Angkor Wat

Angkor Wat

É o maior, o principal templo e aquele que melhor resistiu à passagem do tempo. Tido como a maior estrutura religiosa do mundo, era o epicentro do império no que toca à governação e espiritualidade. O seu nome significa precisamente isso: Angkor significa capital e Wat significa templo.

angkok wat siem reap

Era constituído pelo palácio real e por um templo dedicado ao deus Vishnu, simbolizando também o Monte Meru, como vários outros templos no sudoeste asiático. Estima-se que no seu perímetro havia cerca de vinte mil habitantes.

nascer do sol em angkor wat

Para além da grandiosidade do templo, onde podemos divagar por horas, enquanto admiramos a construção, as suas esculturas e gravuras, nascer do sol surge como um dos seus maiores apelos. Milhares de pessoas convergem para a margem de um lago, que existe à sua frente, para testemunhar as cores e os reflexos de um fenómeno memorável.

O único ponto contra este programinha são mesmo os milhares de pessoas a que não há como fugir. Temos de estar na bilheteira às 5 da manhã se queremos encontrar um bom lugar. Isto significa acordar perto das 4 da manhã, para sair de Siem Reap por volta das 4.30h.

Templo Bayon

O templo Bayon é um dos mais populares e não apenas devido à sua grande dimensão. Situado no centro de Angkor Thom, cujo significado corresponde a grande capital. O templo em si, tem como particularidade as muitas e imponentes estátuas que povoam o povoam. Em qualquer direção que olhemos, encontramos uma obra magnifica com mais 1000 anos de história.

templo bayon angkor wat

São imagens maciças que decoram as torres do patamar mais alto do templo, tendo cada uma delas tem quatro faces. Construído pelo rei Jayavaram no inicio do século XII, sofreu alterações, em momentos distintos, de acordo com as crenças hindu e budista.

A melhor altura para visitá-lo será bem cedo, enquanto as grandes multidões ainda estão no Angkor Wat a presenciar o nascer do sol. Fazer do templo Bayon o primeiro, ou dos primeiros pontos de paragem será uma boa ideia, para um dos dias. De qualquer forma, seja ou não essa a opção, Angkor Thom fica a apenas 3 kms de Angor Wat, cerca de 5 minutos de scooter, 15 ou 30 de bicicleta, dependendo do ritmo, mas bastante perto.

templo bayon

Ta Prohm

Este templo partilha o estilo e é da mesma altura que o templo anterior, tendo sido construído como um santuário e universidade budista. Distingue-se entre a generalidade dos templos de Angkor Wat porque, após a sua redescoberta, foi mantido praticamente como foi encontrado.

No Ta Prohm é perceptível a razão pela qual foi possível algo da dimensão de Angkor ficar perdido e esquecido no tempo. Vamos encontrar ruínas consumidas pelas raízes de árvores de grande porte, das quais já não se distinguem. É um cenário indescritível mas que até poderá ser familiar. Aqueles que tenham visto o filme da saga Tom Rider, que ali foi gravado, deverão reconhecer o cenário.

Angkor Wat Tha Phrom

Sendo um dos mais populares em todo o complexo, deve ser visitado entre as 7 e as 8 da manhã, para evitar grandes multidões. Se tivermos três dias para explorar tudo, este deverá ser, a par do nascer do sol e do templo Bayon, um dos pontos de partida.

O Ta Prohm fica a 6 kms de Angkor Thom e a 7 kms de Angkor Wat, cerca de 10 minutos de scooter.

Roteiro de 3 dias em Angkor Wat

Existem dezenas de templos com apelos que justificam uma visita, sendo difícil indicar quais os melhores, até porque dependerá muito daquilo que cada um procura. Se procuramos templos mais imponentes e populares, carregados de turistas, ou templos menos procurados, com ambientes mais exclusivos e descontraídos.

Ainda assim vamos indicar os principais, numa sugestão de roteiro de 3 dias em Angkor. Dividimos os templos mais populares, em três grupos, de acordo com a proximidade entre eles. No entanto, sendo coerente com a sugestão visitar os principais e mais concorridos quando têm menos turistas, abrimos uma ou outra excepção a essa regra.

Se decidirmos contratar um guia, devemos tentar definir a rota para evitar andar com as multidões.

Roteiro – Dia 1 em Angkor Wat

Começamos o dia, por volta das 4 da manhã, para conseguirmos entrar no templo por volta das 5. Esta é a melhor forma de garantir um bom lugar para ver o concorrido nascer do sol. Procuramos um lugar perto do lago, para ter a melhor vista possível. Depois do sol nascer vamos conhecer o templo, que infelizmente estará super lotado.

Dali seguimos para o templo Ta Prohm Kel que fica a 1,2 kms, uma caminhada de cerca de 10 minutos. É uma pequena ruína de um santuário que vale a pena parar para ver porque está logo ali ao lado, ainda por cima no nosso trajeto.

O Baksei Chamkrong está a um quilómetro e meio do templo anterior. A pé demoramos cerca 15 minutos,  de bicicleta uns 5 e de scooter menos ainda.

Este santuário do século X, uma estrutura relativamente, era dedicado a Shiva, sendo por isso originalmente hindu.

Apesar de se encontrar perto da entrada para Angkor Thom, tendo em conta que a multidão do nascer do sol se encaminha para lá, invertemos o sentido deixamos o Angkor Tom e templo Bayon para o inicio do dia seguinte.

Ali mesmo a 500 metros, encontramos o ponto de paragem seguinte, o Phnon Bakheng do século IX. À imagem do templo anterior também é dedicado a Shiva mas,  A dada altura na sua história, terá sido convertido ao budismo. Este templo, que se encontra no topo do uma pequena elevação, diz-se ter a forma de uma montanha, sendo muito popular na hora que o sol se põe.

Agora que invertemos a marcha para fugir à multidão, damos um salto para outra zona do complexo. Fazemos 8 kms, que demoram cerca de 10 minutos de scooter ou tuktuk e um pouco mais de bicicleta, para chegar ao templo Kravan. Estas ruínas datadas do século X consistem em 5 torres de tom avermelhado.

Depois de Krava paramos a 2 kms de distância no templo Banteay Kdei. São apenas  5 minutos de scooter e um pouco mais de bicicleta.  Trata-se de um templo budista do século XII, não muito de diferente do popular Ta Prohm.

angkor wat Banteay Kdei

Mesmo ali ao lado, a menos de 1 km, encontramos Srah Srang. Trata-se de um enorme reservatório de água, escavado no século X, e guardado pela floresta que o circunda e por duas pequenas estátuas de leões.

Roteiro – dia 2 em Angkor Wat

O segundo dia deverá começar bem cedo. Aproveitar enquanto toda a gente assiste ao nascer do sol e visitar os templos mais populares, ainda sem turistas.

Assim, começamos pelo famoso Ta Prohm, conhecido pela árvore que abraça um templo em ruínas e por ter sido o cenário escolhido para um dos filmes de Tomb Rider.

Podemos desfrutar do um pouco, se chegarmos por volta das, mas convém não perder demasiado tempo para chegar ao templo Bayon antes das 7.30h da manhã.

Ta Keo é um templo construído em arenito que se impõe pela sua altura. Construído no século X, ele possui vários pisos e 5 torres que funcionavam como templos. Sem dúvida que vale a pena, enquanto fazemos o percurso de Ta Prohm para Angkor Tom, parar por 10 minutos para subir ao topo e apreciar a envolvência.

Ta keo

Ele fica a menos de 2 kms de Ta Prohm, menos de cinco minutos de scooter, e um pouco mais de bicicleta.

A paragem seguinte, a menos de 1 km de distância, é o templo Thommanon. Este templo hindu, que antecede a entrada no Angkor Tom, data do século XII e está relativamente bem preservado.  É um local para não perder demasiado tempo…Apenas para tirar umas fotografias…

500 metros depois, no nosso caminho para o templo Bayon, passamos pela Victory Gate, um estrutura linda que marca a entra em Angkor Tom, e que merece umas boas fotografias.

Victory Gate Angkor wat

Dali corremos para o templo Bayon, ainda antes de chegarem as grandes multidões. Significa ainda não são 7.30h da manhã e que podemos apreciar sossegados a famosas estátuas que apontam em todas as direções.

temple bayon

Baphuon é um dos templos de grande dimensão, no perímetro de Angkor Tom. Esta estrutura do século XI será a primeira paragem depois do templo Bayon. São cerca de 10 minutos a andar e bem menos de bicicleta ou scooter.

É um templo imponente, com vários patamares, que o elevam aos 25 metros de altura. É uma das estruturas religiosas em Angkor Wat que representam o monte Meru, a “morada dos deuses”. Para além disso, terá sido um local de adoração de Shiva.

Ao seu lado existe um grande lago que, se estiver entre nós e o templo, convida a uma bela fotografia.

A menos de 5 minutos de distância encontramos Phimeanakas. É um grande templo, com a forma de uma pirâmide, que se eleva patamar a patamar. Acredita-se ter sido de grande importância e usado frequentemente pela realeza.

Depois seguimos mais 750 m e encontramos Prasat Suor Prat, uma dúzia de torres alinhadas num dos flancos da praça real. Construídas em arenito, elas estão situadas perto do Terrace of the Elephants and the Terrace of the Leper King.  São conhecidas como as torres das “tightrope dancers” e  quem são não são a origem do slackline.

prasat suor prat

A 270 metros, dentro do perímetro de Angkor Tom, encontramos o Terrace of the Elephants. Trata-se de um palco de onde o rei assistia a paradas militares e outros grandes eventos ou cerimónias. A estrutura de 350 metros é muito ornamentada e o principal motivo ou elemento em destaque, com é evidente, é o elefante. Vale a pena parar e dar uma olhadela.

O Terrace of the Leper King está muito próximo às duas anteriores paragens, a cerca de 100 metros da última. Terá sido construído na altura do templo Bayon, partilhando o seu estilo arquitetónico.  Vale a pena passar por este local para apreciar a forma como a pedra foi trabalhada.

O nome pelo qual é conhecido está relacionado com uma estátua que foi encontrada naquele local. Esta, cerca de 5 séculos mais recente do que o Terrace of the Leper King, pelo desgaste e erosão, aparentava representar um homem leproso. Também é associada à lenda de um rei que também seria leproso.

Preah Pithu é conjunto de ruínas de 5 templos. As estruturas são bonitas, com o maioria em Angkor Wat, com a pedra muito bastante trabalhada. No entanto, o que torna este local interessante é a atmosfera tranquilo e sem as multidões de outros templos. Ao passar por ali é provavel encontrar alguns monges.

Roteiro – dia 3 em Angkor Wat

O terceiro dia, que começará em East Mebon, será mais descontraído, com mais tempo para desfrutar dos trilhos menos batidos e sair da rota definida.

O ponto de partida é um templo do século X, de grandes dimensões, situado no extremo leste do complexo. Originalmente circundado por um reservatório de água, que agora seco, é dedicado a  Shiva, onde se destacam as torres bem preservadas e uma bela imagem de um elefante.

A segunda paragem será Ta Som, que fica a cerca de 2,5 kms e cujo percurso demora menos de 10 minutos de scooter, um pouco mais de bicicleta e uns 20 minutos a andar bem.

É um templo do século XII que não foi completamente restaurado,  assemelhando-se ao popular Ta Prohm. Neste santuário, localizado a nordeste da zona central de Angkor Wat, podemos encontrar as emblemáticas árvores que crescem “abraçadas” às ruínas. A grande vantagem é a quantidade de turistas que o visita, relativamente reduzida no contexto geral do parque histórico.

Mais 2 kms e encontramos Neak Pean, uma ilha artificial com um templo budista. Este terá sido utilizado como hospital e para fins terapêuticos. A mitologia e crenças hindus, que estão na base do budismo, postulam que o equilíbrio entre os elementos (água, terra, fogo e vento) beneficia a saúde.

Neak PEan angkor wat

Andamos mais 5 minutos de scooter, uns 10 de bicicleta e encontramos o pequeno templo Banteay Prei.  Este pequenos santuário não justificaria uma visita se não estivesse a um pequeno desvio da nossa rota. Pelo caminho ainda vamos encontrar, do nosso lado esquerdo, o pequeno Prasat Prei. De qualquer forma podemos aproveitar a ausência de turistas e desfrutar de um pouco de tranquilidade, enquanto registamos o momento com umas fotos.

Seguindo para sul, menos de 2 kms, encontramos o templo Preah Kan. Este santuário do século XII  é massivo e mistura elementos budistas, no seu templo central, com alguns elementos hindus que povoam a sua periferia. Possui uma arquitetura semelhante a Ta Prohm e, à imagem deste, não está completamente restaurado.

A última paragem de este roteiro de 3 dias será Ta Nei. Este templo fica 2,5 km, cerca de 20 minutos a caminhar.Este templo está entre os menos visitados em Angkor Wat, por estar afastado da estrada principal e sendo necessário percorrer um pequeno trilho para lá chegar.

É um santuário budista do século XII, muito recatado e ideal para finalmente parar e desfrutar, sem pressas, do ambiente de Angkor.

A partir daqui, se sobrar tempo e ainda tivermos pernas, podemos explorar os muitos caminhos e zonas menos batidas. Em alternativa, se ainda não exploramos Siem Reap e o Ton Le Sap Lake, está na hora!

Horários

A grande parte dos templos pode ser visitada entre as 7.30h da manhã e as 17.30h. Mas existem alguns que podem ser visitados noutros horários:

  • O templo Angkor Wat e Srah Srang podem ser visitados a partir das 5 da manhã e enceram também Às 17.30h;
  • Pre Rup e Phnom Bakheng podem ser visitados das 5 da manhã às 19h para permitir que ali se possa assistir ao nascer e por do sol.

Preço dos bilhetes

Os bilhetes para  visitar o complexo  são bastante caros mas valem o investimento. podemos optar entre um bilhete de um dia e passes de 3 e 7 dias:

  • O bilhete diário custa cerca de 34€
  • O passe de 3 dias custa cerca de57€
  • O passe de 7 dias custa cerca de 67€

Tour em Angkor Wat

Não é novidade para ninguém que Angkor tem uma história muito rica. Vale a pena, nem que seja apenas num dos dias que lhe dedicamos, contratar um guia ou um tour para nos ajudar a contextualizar e a unir os pontos entre tantos detalhes históricos e religiosos. Perceber os simbolismos e as transformações que elevaram e destruíram uma civilização tão avançada.

Existem muitas tours e a reserva antecipada pode prevenir algumas surpresas de última hora, especialmente quando falamos de atrações turísticas tão concorridas. No Getyourguide é fácil encontrar as melhores opções, através da avaliação e comentários de cada tour, e muitas delas permitem o cancelamento até à véspera. Podemos consultar todas aqui as opções e, se por acaso reservarmos através do link de afiliados da Backpackers Bay, ajudamos o blog sem pagar mais por isso.

Como ir vestido

Tendo em conta que vamos visitar templos deveremos, com o é costume no sudoeste asiático, cobrir o peito e as pernas até aos joelhos. Por outro lado, devemos tem em conta que a partir das 10 da manhã o calor se torna intenso. Convém encontrar uma solução que respeite os costumes locais mas, ainda assim, fresca.

Devemos levar calçado confortável já que vamos passar muito tempo de pé, a caminhar e eventualmente a pedalar. E, por fim, levar um chapéu para proteger a cabeça.

Onde ficar em Angkor Wat

Aqui não há dúvidas. A melhor alternativa é escolher um hotel em Siem Reap. Os preços começam nos 2€ (R$9) por noite, em camaratas de hosteis aceitáveis, e vão até às várias centenas de euros que cobram nos muitos hoteis de luxo que existem na cidade.

A cidade fica a apenas 5 kms de Angkor e é muito fácil lá chegar de diversas formas.

Como ir a Angkor Wat

A viagem de Siem Reap a Angkor é muito curta, mais ou menos 5 kms. É possível lá chegar em menos de 10 minutos, seja de taxi, de tuktuk ou scooter. Embora negociável, o preço das duas primeiras opções rodará o 5€, cerca de 20 reais. De scooter dependerá do preço de aluguer que conseguimos.

Uma alternativa é ir de bicicleta, que demora uns 30 ou 40 minutos, mas que vale bem a pena. Nós fizemos este trajeto num dos dias que lá estivemos e adoramos. Foi um mergulho no quotidiano dos cambojanos que, todos os dias, convivem com um transito doido e uma ausência quase total de regras.

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O que fazer em Chiang Mai: as dicas e o roteiro https://backpackers-bay.com/o-que-fazer-em-chiang-mai/ https://backpackers-bay.com/o-que-fazer-em-chiang-mai/#respond Wed, 24 Jan 2024 09:00:13 +0000 https://backpackers-bay.com/?p=4313

Decidir o que fazer em Chiang Mai será, sem sombra de dúvida, o maior desafio para qualquer turista que visite a cidade. Localizada no Norte montanhoso da Tailândia, uma região repleta de pontos de interesse e encantos naturais, Chiang Mai é, também, a base ideal para explorar a zona envolvente.

Doi Inthanon

Talvez a expectativa seja relativamente baixa quando se pensa em Chiang Mai, se e quando a comparamos com outros destinos de um país com tantos apelos. E, por essa mesma razão, é provável que se venha a tornar num dos pontos de passagem mais gratificantes. A gestão de expectativas é um ponto crucial em qualquer viagem que se faça.

Fundada no século XIII e a segunda maior cidade da Tailândia, é, hoje em dia, uma excitante fusão entre  passado e modernidade, entre tranquilidade e a azáfama própria de qualquer cidade asiática . Nesta paragem obrigatória para os mais aventureiros, é fácil encontrar um antigo templo ladeado por edifícios modernos. Com uma cultura tão rica, uma vida noturna agitada e os melhores mercados da Tailândia, é, por direito próprio, um “must go” para qualquer tipo de viajante.

Doi suthep people chiang mai

Temos também de destacar a periferia da cidade e os pontos de interesse que encontramos na sua envolvência . A natureza, quase virgem, é perfeita para um trekking na selva, uma das melhores experiências da nossa viagem. Na memória ficaram impressos os povoados nas montanhas, as cascatas, o povo acolhedor e simpático. Este conjunto de coisas foi provavelmente aquilo mais se aproximou mais da verdadeira Tailândia.

Esperamos que este artigo ajude, aqueles que estão a planear uma viagem, a decidir o que fazer em Chiang Mai, pois o difícil será escolher entre locais como Doi Inthanon, Wat Phra That Doi Suthep, Wiang Kum Kam e tantos outros.

Boa viagem!

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O que fazer em Chiang Mai, os principais pontos de interesse:

Outras coisas para ver e fazer em Chiang Mai:

Wiang Kum Kam

Wiang Kum Kan é um dos complexos mais antigos que podes ver na Tailândia. Esta antiga capital, do reino Haripunchai e Lanna, esteve esquecida durante muito tempo, tendo sido redescoberta de forma acidental. Datando do século XIII, esta cidade que precedeu Chiang Mai como capital do reino Lana, foi abandonada devido a uma inundação do rio adjacente, o rio Ping.

Karen Long Neck Tribe

Podemos esperar uma vila “mercado”, absolutamente adaptada ao turismo.  Ali os locais, especialmente a mulheres, a atracão maior daquela espécie de circo, figuram como que num zoo sem jaulas, para que nós, que alimentamos aquela industria com a nossa curiosidade, possamos tirar uma boa fotografia.

Doi Inthanon National Park

Doi Inthanon National Park tem uma área de 480 km2 e, para lá da beleza natural, tem muitos motivos de interesse para os visitantes. A zona é habitada por várias tribos que mantêm, ainda hoje, estilos de vida ancestrais. É o pico mais alto da Tailândia, com 2565 metros de altitude, e é um paraíso natural,.

Como ir a Chiang Mai:

De Avião:

A cidade conta com o “Chiang Mai Intenational Airport”, em que operam várias companhias lowcost. Podemos optar por Chiang Mai como ponto de entrada ou de saída da Tailândia. O aeroporto fica próximo do centro da cidade, a apenas 10 minutos de carro. Ficam aqui alguns exemplos, meramente indicativos, de pesquisas feitas com 10 meses de antecedência, para a época alta:

Bangkok para Chiang Mai:

  • Duração aproximada de 1.30h
  • Preço aproximado: 30€
  • Companhia: Air asia;

Krabi para Chiang Mai:

  • Duração aproximada de 2h
  • Preço aproximado: 50€
  • Companhia: Air asia;

Phuket para Chiang Mai:

  • Duração aproximada de 2h
  • Preço aproximado: 55€
  • Companhia: Air asia;

Para evitar filas e imprevistos, basta reservar aqui os bilhetes.

De Comboio:

Esta foi a nossa opção de saída. Uma viagem de cerca de 13 horas num sleeping train, de Chiang Mai para Bangkok. Pagámos cerca de 1500 bath (hoje o preço ronda os 42€) mas a experiência foi boa. Acabámos por poupar uma noite de alojamento, já que um voo custaria mais ou menos o mesmo que o bilhete de comboio. Há pelo menos 6 ligações diárias a partir de Bangkok, entres as 6  e as 21 horas. Apesar das muitas ligações é frequente os bilhetes esgotarem, por isso recomendamos que reservar com antecedência. A estação de comboios é  a “Chiang Mai Railway station” e fica na zona leste da cidade.

Para evitar filas e imprevistos, basta reservar aqui os bilhetes.

De Bus:

Foi de autocarro que chegámos a Chiang Mai. Vindos de Sukhothai, a viagem  demorou cerca de 6 horas, duas delas de pé. Apesar disso foi tranquila e o cenário compensou o imprevisto. Chegámos à estação “Arcade Bus Station“, onde chegam os autocarros de longa distância. Aqui há ligações de autocarro, de e para Bangkok, entre as 6 e as 22 horas.

Os bilhetes custam aproximadamente 25€ e a viagem demora cerca de 13 horas. Na Arcade Station podemos apanhar um autocarro local, um tuktuk ou táxi para o centro da cidade. Se quisermos  ir de autocarro para um local próximo de Chiang Mai, a estação certa é a “ Chang Phuak Bus Station”, com ligações a Chiang Rai, Mae e outros destinos.

Dentro de Chiang Mai:

Sabendo o que fazer em Chiang Mai e, para nos movimentarmos na cidade e periferia, podemos recorrer aos populares tuktuks, a taxis e à Uber. Esta  última opção é, provavelmente a aposta mais acertada, sem desvios nem surpresas. Também há vários autocarros locais a operar dentro e fora da cidade, ideais para aqueles que procuram uma experiência mais genuína, assim como gastar o mínimo dinheiro possível.

Nota: É preciso ter em conta que os horários e preços referidos são apenas indicativos. E porque estão sujeitos a alterações, recomendamos que consultem e verifiquem se se mantêm.

Onde ficar em Chiang Mai:

Para dormir sugerimos a cidade velha (Chiang Mai – Old City). Fica dentro das antigas muralhas da cidade e  é onde a maioria das atrações se encontra. É a opção certa, tendo em conta a nossa lista sobre o que fazer em Chiang Mai. Fica perto de templos, mercados e conta com várias opções de alojamento barato. A zona de Tha Pae Gate é mais popular. Tem  opções para diferentes tipos orçamentos e carteiras. Para além disso, é uma zona com bons acessos.

Para apoiar o nosso projeto, enquanto se prepara uma viagem, basta reservar o hotel, através do nosso link de afiliado do Booking, clicando aqui.

Abrir a localização no google maps.

iVisa.com

Comer em Chiang Mai:

A gastronomia em Chiang Mai é uma loucura, com muita variedade de restaurantes Tailandeses e ocidentais, para além da habitual street food. Não há nenhuma dificuldade em encontrar um bom local para comer, independentemente do teu gosto e orçamento. Mas, à parte disso, ninguém deverá passar por Chiang Mai sem provar Khao soi, uma noodle soup com caril e coco, típica da zona.

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Varanasi a cidade dos mortos https://backpackers-bay.com/varanasi-a-cidade-dos-mortos/ https://backpackers-bay.com/varanasi-a-cidade-dos-mortos/#respond Wed, 24 Jan 2024 08:22:45 +0000 https://backpackers-bay.com/?p=7477

Varanasi a cidade dos mortos,  foi o local que mais nos marcou na nossa passagem pela Índia. Não sabíamos muito bem o que esperar desta cidade, a mais sagrada para os hindus, mas acabámos por descobrir que possui uma mística e uma atmosfera únicas, quase mágicas.

Varanasi, cujo nome resulta da combinação dos nomes dos rios Varuna e Asi, tem, segundo os hindus, 5000 anos de história.

Esta cidade que, de acordo com a mitologia, foi fundada por Shiva, é o centro espiritual do hinduísmo e o local de nascimento do budismo. Talvez por isso, pela presença massiva de peregrinos de todo o tipo, tomados por uma espécie de nostalgia e concretização religiosa,  a sua atmosfera seja distinta de qualquer outra cidade que visitámos até hoje. Os crentes, adornados com as vestes próprias de cada crenças, tão distintas entre si, misturam-se de forma pacifica e harmoniosa, numa combinação de cores e tradições exóticas.

Varanasi, a cidade dos mortos

A cidade de Varanasi e a sua importância religiosa está intimamente ligada ao Ganges, o mais sagrado dos rios. Os hindus acreditam que este é uma representação divina e que aqueles que são cremados nas suas margens, vendo as suas cinzas lançadas ao rio, estão mais próximos da “Moksha”, o fim do ciclo de reencarnações e a libertação espiritual.

cremações em varanasi, a cidade dos mortos

Esse conceito religioso faz que com que as margens do rio Ganges tenham piras funerárias a arder 24 horas por dia. É frequente ver, nas ruas estreitas que confluem nos ghats, famílias a transportarem os corpos do familiares perecidos para os locais das cremações, onde mais de 200 corpos são cremados diariamente, à vista de todos e sem grande alarido.

É estranho, não? A ideia talvez seja um pouco aterradora, capaz de nos fazer questionar o motivo para alguém querer visitar esta cidade. A verdade é que são as culturas, tão distantes da nossa, que causam um impacto inigualável e que valorizam as viagens. Naquele cenário tão estranho o ambiente não poderia ser mais tranquilo, ninguém chora e não há lugar a prantos. O que podemos testemunhar, na nossa ignorância, é uma celebração da vida e da morte, o consolo de quem se despede de um ente querido no local mais sagrado e mais próximo de “Deus” que existe.

Varanasi a cidade dos mortos andre guedes vaz

Varanasi vive de e para os rituais religiosos. Nas ruas estreitas, onde de quando em vez nos cruzamos com uma das 22.000 vacas que habitam e deambulam pela cidade, encontramos templos e santuários escondidos em cada recanto. Nos Ghats, ao nascer do sol, podemos testemunhar o caráter sagrado do Ganges, quando vemos um multidão a banhar-se nas águas sagradas, proferindo preces de agradecimento. À noite o ritual é distinto, mas o cenário repete-se. Ao longo da margem acontecem as cerimónias de fogo, de uma beleza singular, em que hindus e crentes, de outras religiões e credos, agradecem o dia…. No fim, a questão “o que fazer em Varanasi?”, uma cidade tão fortemente associada aos mortos, está intimamente ligada aos rituais dos vivos.

"night cerimony" no Ganges, varanasi a cidade dos mortos

O que fazer em Varanasi

Quando ir

A melhor altura para ir a Varanasi é entre outubro e março, quando as temperaturas não estão demasiado elevadas. Nesta altura as monsões já terminaram e é quando acontecem os principais festivais da cidade. O festival Dussehra (setembro) e Bharat Milap(outubro), a que se segue o popular festival da luz, o Diwali.

No verão, entre abril e setembro, as temperaturas estão demasiado elevadas, para além de ser o período das monções. Por esse motivo o nível do rio sobe consideravelmente, não permitindo desfrutar dos ghats e da cidade como seria desejável.

Onde ficar

Varanasi, como todos os destinos turísticos, tem opções de alojamento para todo o tipo de orçamento e de turista.

Para quem viaja de mala às costas e quer gastar pouco, entando perto das principais atrações da cidade, os Ghats são a opção certa. Existem várias guest houses e hostels e permitem chegar facilmente ao Ganges.

Entre estes, os mais populares são o Dhasaswamedh Ghat e o Assi Ghat, onde nós ficámos.

Nota: As ruas e becos dos Ghats podem são confusos e é fácil perde-mo-nos. Como geralmente as ruas são demasiado estreitas para que um táxi nos possa levar até ao nosso destino, recomendamos que cheguem ainda de dia para evitar qualquer tipo de imprevisto.

 

Dhasaswamedh Ghat

Assi Ghat

Como ir para Varanasi, a cidade dos mortos

De Avião:

O aeroporto Bahadur Shastri fica a 25 kms do centro da cidade e conta com voos internos e internacionais.

Avião de Nova Deli para Varanasi:

Um bilhete poderá custar entre 2.500 rupias (R$140 / 33€) e 7.700 rupias (R$430 / 100€), de acordo com a antecedência da marcação (pesquisamos em março, voos para outubro). A viagem demora aproximadamente 1.30h.

Avião de Goa (Dambolim) para Varanasi:

Um bilhete poderá custar entre 11.500 rupias (R$650 / 150€)  e 19.000 rupias (R$1.100 / 250€), de acordo com a antecedência da marcação (pesquisamos em março, voos para outubro). A viagem demora aproximadamente 1.30h..

Táxi do aeroporto de Bahadur Shastri par ao centro de Varanasi:

A viagem demora cerca de uma hora e custa, aproximadamente 10€.

Para pesquisar horários e preços, ou para evitar filas e reservar já um bilhete, basta clicar aqui.

De Bus:

O aeroporto Bahadur Shastri fica a 25 kms do centro da cidade e conta com voos internos e internacionais.

Bus de Nova Deli para Varanasi:

Um bilhete poderá custar entre 16€ e 18€, de acordo com o tipo de autocarro. A viagem demora aproximadamente 13.30h.

Bus de Agra para Varanasi:

Um bilhete poderá custar entre 11€ e 22€, de acordo com o tipo de bus. A viagem demora, aproximadamente, entre 6 e 13 horas, também de acordo com o tipo de bus.

De Comboio (trem):

Train de Nova Deli para Varanasi:

Um bilhete de 1A – AC class poderá custar cerca de 3.000 rupias, aproximadamente 40€. Viajar em classes mais baixa será mais barato, mas tendo em conta que a viagem demora aproximadamente 17 horas, recomendamos viajar nesta classe que garante um cama e conforto.

Train de Agra para Varanasi:

Um bilhete na Classe AC 2 Tier poderá custar 1370, cerca de 17€. A viagem deverá demorar entre 11 e 14 horas, de acordo com o tipo de comboio que poderá, também, ser ligeiramente mais caro ou mais barato.

Train de Jaipur para Varanasi:

Um bilhete na Classe AC 2 Tier poderá custar 1.660 rupias, cerca 21€. A viagem deverá demorar aproximadamente 17 horas, de acordo com o tipo de comboio que poderá, também, ser ligeiramente mais caro ou mais barato.

Nota: para reservar bilhetes online é necessário o registo na IRCTC.

Nota: Os preços dos bilhetes podem variar os tipos de transporte contam com várias opções, seja ao nível de escalas, seja ao nível de classes. Recomendamos a pesquisa de horários e preços,

Além disso, para apoiar o nosso blog, evitar filas e surpresas, podem usar o nosso link de afiliado para reservar um bilhete na 12goasia. Dessa forma, e sem pagar mais por isso, estarão a contribuir para a manutenção do nosso blog.

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O que fazer em Jaipur? https://backpackers-bay.com/o-que-fazer-em-jaipur/ https://backpackers-bay.com/o-que-fazer-em-jaipur/#respond Thu, 06 Apr 2023 09:14:40 +0000 https://backpackers-bay.com/?p=8297

Um dos principais cartões de visita da Índia, a cidade cor-de-rosa, capital do Rajastão, é um mundo de apelos. Decidir o que fazer em Jaipur dependerá sempre do tempo que temos disponível. Os templos mágicos e os fortes imponentes, enquadrados naquele cenário tão singular, são em número suficiente para nos perdermos vários dias na cidade e na sua periferia.

Nahargarh fort vista para jaipur

A cidade de Jaipur, popularizada pela sua cor, foi fundada no século XVIII, pelo Marajá que governava Amer, uma cidade vizinha. Amer, onde podemos visitar o Amber FortPanna Meena ka Kund, foi-se tornando insuficiente, em espaço, infraestruturas e reservas de água, para acolher um número crescente de habitantes. Isto acabou por motivar o Rajput Sawai Jai Singh II a idealizar Jaipur e a deslocalizar o centro administrativo e a capital do Rajastão.

amber fort view

Relativamente recente, a cidade de Jaipur é uma cidade organizada e moderna, quando comparada com metrópoles como Nova Deli e Varanasi. Associada à realeza e aos cidade dos Marajás, foi apenas no século XIX que acabou por receber o apelido pelo qual é hoje conhecida. Como a cidade cor-de-rosa. Esta designação está relacionada com a cor com que foi pintada para receber a visita do príncipe de Gales.

Ainda assim, as super populares atrações turísticas não são tudo o que a cidade tem para oferecer. Jaipur oferece uma experiência gastronómica única, marcada pratos típicos do rajastão , como o laal Maas, dal bati ou ghevar. Mas não é tudo, para que gosta de compras, a cidade vários mercados que merecem uma visita. Disso são exemplo os vibrantes Johari Bazar e o Bapu Bazar, em que os tecidos, as joias e o artesanato são as estrelas da companhia.

Hoje, ao visitá-la, podemos esperar que um dos aspetos mais marcantes será a cidade em si mesma. A cor uniforme e os edifícios conferem-lhe um caráter único e que vale por si mesmo, à parte de todas as outras atrações culturais que possuí.

Visitar a cidade dos Rajputs (casta de guerreiros) é absolutamente obrigatória. O Jantar Mantar, o Amber Fort ou o Monkey Temple são apenas 3 de pontos de uma lista enorme sobre o que visitar e o que fazer em Jaipur.

Monkey temple de jaipur

O que fazer em Jaipur

Sabendo o que visitar, sugerimos um roteiro de dois dias em Jaipur

Sugerimos agrupar os locais a visitar em Jaipur por proximidade e dividi-los em dois dias.

Assim, num primeiro dia visitar-se-iam os fortes e o que há para ver na cidade Amer.  O segundo dia, seria dedicado a explorar os ponto de interesse que existem no centro da cidade, o Sidosia e o Monkey Temple.

Nos primeiro dia que estivemos em Jaipur,  fizemos exatamente o trajeto  que aqui sugerimos. Negociámos este percurso de rickshaw com Rain Rahul, por cerca de 800 rupias (R$45 / 10€). Acabámos por lhe pagar quase o dobro, quando juntámos ao valor uma gorjeta muito merecida. Entretanto, como já passaram 4 ou 5 anos, será de esperar que o valor base seja ligeiramente superior.

Dia um em Jaipur

Partindo do centro da cidade, seguimos em direção ao Nahargarh Fort, que fica 16 quilómetros de distância e cerca de 40 minutos de viagem. Aproveitamos para parar no caminho e ver o Jal Mahal, que fica sensivelmente a meio do caminho. O Jal Mahal é um palácio construído no meio de um lago que, apesar de não poder ser visitado, é uma bela paisagem e um bom motivo para tirar umas fotos.

Jal Mahal em Jaipur

Do Nahargarh Fort seguimos para o Jaigarh Fort, que fica a cerca de 6 quilómetros e cerca de 15 minutos de viagem.

Do Jaigarh Fort podemos caminhar para o Amber Fort, que fica a cerca de 1,5 quilómetros de distância. Dependendo do nosso ritmo podemos demorar entre 20 e 30 minutos a fazer este percurso. Devemos ter em conta a temperatura, levar chapéu e água.

O reservatório de água, Panna Menna Ka Kund,  fica a apenas 1 quilómetro de distância do Amber Fort. Podemos percorrer esse trajeto caminhando durante cerca de 10 minutos.

Dia dois em Jaipur

Partindo do centro da cidade, seguimos em direção ao Sisodia Rani Gardes, que fica a 5,8 quilómetros de distância e a 6 minutos de carro.  Este Jardim, na verdade, vale a pena visitar porque está no trajeto para o temple. Caso assim não fosse, provavelmente não o visitaríamos.

Do Sisodia Garden seguimos para o Monkey Temple, que fica a 4 quilómetros de distância e a 6 minutos de carro. Falem com o vosso motorista e garantam que entram pelo lado indicado no mapa.

Do templo seguimos para o City Palace que fica a cerca de 10 quilómetros de distância, mais ou menos um 15 minutos de rickshaw, dependendo do transito.

Do outro lado da rua, mesmo à frente do palácio, encontramos o Jantar Mantar.

Depois de visitar o Jantar Mantar, basta caminhar cerca de 10 minutos para chegar ao Hawa Mahal (Palace of Winds), que fica a menos de 1 quilómetro de distância.

Neste roteiro não contemplámos tempo para visitar o interior do museu. Ainda assim, sugerimos uma passagem pelo edifício ao cair da noite, para vê-lo iluminado. Fica a apenas 2,6 quilómetros do palácio, mais ou menos 3 minutos de carro ou rickshaw.

Para acabar o dia em beleza sugerimos um jantar no Peacock. A comida é fantástica o espaço também. Depois de um dia  fantástico, vai ser a cereja no topo do bolo. O restaurante fica a 4 quilómetros do Albert Hall Museum, a 4 minutos de carro.

Quando ir a Jaipur

Jaipur é uma cidade extremamente quente e com um clima muito seco, característico do Rajastão. Tendo isso em conta, a melhor altura para visitar a cidade será o inverno, mais concretamente os meses de novembro, dezembro, janeiro e fevereiro. De qualquer forma, visitar Jaipur em outubro também poderá fazer sentido. Essa foi a nossa escolha, por outros motivos, e não foi problemático.

Se estiver a planear visitar o rajastão de abril a Junho, conte com temperaturas acima do 30 graus. No entanto, essas temperaturas parecem muito elevadas do que isso, devido características naturais da região, quase desértica. Nesse caso vá prevenido, com roupa adequada, proteção para a cabeça e procurando manter-se sempre hidratado.

Já na época das moções, que inclui os meses de julho, agosto e setembro, o tempo continua extremamente quente.  Mas, nesta altura, faz-se acompanhar de chuvas fortes que, em alguns casos, podem provocar inundações e cheias. Este tipo de cenário poderá tornar a zona um pouco caótica, tendo em conta a deficiência da generalidade das infraestruturas indianas.

Onde ficar em Jaipur

Agora que já sabemos o que fazer em Jaipur, resta-nos definir a nossa base.

Para ficar em Jaipur, sugerimos o centro histórico, dentro das muralhas da cidade. A partir dali podemos facilmente explorar a parte mais interessante da cidade cor-de-rosa. Especificando um pouco mais, o ideal será a MI Road, próxima de algumas das principais atrações, com muito comércio, restauração e animação.

Como é natural, nessa zona e em Jaipur, como em qualquer outro lado, há hotéis para todos os gostos e para todos orçamentos.

 

Localização da MI Road

Como ir para Jaipur

De Avião:

A cidade cor-de-rosa conta com um aeroporto internacional que fica localizado a 11 quilómetros do centro da cidade.

Avião de Nova Deli para Jaipur

Um bilhete poderá custar a partir 1300 rupias (R$76 / 18€), até e 7.700 rupias (R$430 / 100€), de acordo com a antecedência da marcação  do voo (pesquisamos em agosto, voos para outubro). A viagem demora aproximadamente 1 hora se não tiver escalas.

Avião de Mumbai para Jaipur

Um bilhete poderá custar a partir 3850 rupias (R$215 / 50€), até e 5400 (R$295 / 70€), de acordo com a antecedência da marcação  do voo (pesquisamos em agosto, voos para outubro). A viagem demora aproximadamente 2 horas se não tiver escalas.

Avião de Udaipur  para Jaipur

Um bilhete poderá custar aproximadamente 5400 (R$295 / 70€), de acordo com a antecedência da marcação (pesquisamos em março, voos para outubro). A viagem demora aproximadamente 55 minutos.

Uber do aeroporto para o centro de Jaipur

A viagem demora cerca de meia hora e custa, aproximadamente, 220 rupias (R$12/3€).

De Bus:

Bus de Nova Deli para Jaipur

Dependendo da classe e conforto do autocarro, o bilhete poderá custar entre 400 rupias (R$22 / 5€) e 800 rupias (R$44 / 10€).  As viagens demoram, também de acordo com o tipo de autocarro, entre cinco horas e um quarto e seis horas e meia.

Bus de Udaipur para Jaipur

De acordo com o tipo de autocarro, o bilhete custará entre 300 rupias (R$16 / 4€) e 650 rupias (R$35 / 8,5€). A viagem demora entre sete a nove horas.

Bus de Varanasi para Jaipur

Um bilhete custa a partir de 1100 rupias (R$60/ 14€) e a viagem demora aproximadamente entre 18 horas.

De Comboio (Trem):

Comboio de Nova Deli para Jaipur:

Um bilhete de 1A – AC class poderá custar 2135 rupias (R$118 / 28€) e a viagem demora aproximadamente 4 horas e meia. Viajar em classes mais baixas será mais barato, com preços a partir de 610 rupias (R$33 / 8€),  e a viagem a demorar até 6 horas e meia.

Comboio de Varanasi para Jaipur :

Um bilhete na Classe AC 2 Tier poderá custar 1370 rupias (R$71 / 17€). A viagem deverá demorar entre 11 e 14 horas, de acordo com o tipo de comboio que poderá, também, ser ligeiramente mais caro ou mais barato.

Comboio de Udaipur para Jaipur:

Com opções de classes intermédias, CC – AC e 3A AC 3, os preço variam entre os 1150 rupias (R$34 / 15€) e as 1400 rupias (R$76 / 18€) .

Nota: para reservar bilhetes online é necessário o registo na IRCTC.

Nota: Os preços dos bilhetes podem variar os tipos de transporte contam com várias opções, seja ao nível de escalas, seja ao nível de classes. Recomendamos a pesquisa de horários e preços,

Além disso, para apoiar o nosso blog, evitar filas e surpresas, podem usar o nosso link de afiliado para reservar um bilhete na 12goasia. Dessa forma, e sem pagar mais por isso, estarão a contribuir para a manutenção do nosso blog.

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O que fazer em Nova Deli: as dicas e o roteiro https://backpackers-bay.com/o-que-fazer-em-nova-deli/ https://backpackers-bay.com/o-que-fazer-em-nova-deli/#respond Fri, 12 Jun 2020 12:14:15 +0000 https://backpackers-bay.com/?p=8587

A capital indiana foi a nossa porta de entrada e o nosso primeiro contacto com a Índia. Munidos de informação sobre o que fazer em Nova Deli e preparados, acreditávamos nós,  para o choque cultural e para as ratoeiras turísticas, aterrámos cansados, mas cheios de confiança.

Pensávamos que as viagens pelo sudoeste asiático nos haviam preparado para aquela realidade que, segundo amigos que já a tinham vivido, não era tão pesada assim. Não podíamos estar mais enganados. O primeiro dia na Índia foi de uma intensidade extrema. Ignorámos o primeiro concelho que havíamos lido e ouvido, na internet e no avião, da boca de uma local. Saímos do aeroporto sem um cartão sim e sem acesso à internet. Fazê-lo foi como comprar um bilhete para uma montanha russa.

old delhi

No final das contas sobrevivemos e conseguimos guardar algumas memórias agradáveis da cidade. Mas, e devemos dizer sem vergonha, é um local que nos marcou mais pela negativa do que pela positiva, que está longe de fazer parte de uma lista de locais obrigatórios para visitar na Índia e a que dificilmente voltaremos.




Estivemos lá poucos dias, suficientes para visitar os principais locais, como a Jama Masjid, o Red Fort, o Akshardham Temple e mais um ou outro. Para nós é simples…”been there…done that”! No final da nossa passagem pela Índia, ficámos com a ideia de que num país tão grande, com tanto para ver e visitar, passar mais do que dois dias em Deli é realmente perder tempo. De qualquer forma, tendo ido e sabendo que por vezes não há como evitar um longa escala em Nova Deli, deixamos as nossas sugestões.

JAMA MASJID EM DELI

Para além da lista sobre o que fazer em Nova Deli, vamos deixar algumas recomendações para a chegada, dar dicas sobre transportes e a melhor forma de nos movimentarmos numa cidade, para prevenir percalços e perdas de tempo. Vamos ainda sugerir a melhor zona para ficar hospedado na capital indiana.

O que fazer em Nova Deli

Roteiro de dois dias para explorar Nova Deli

Sugerimos agrupar os locais a visitar em Nova Deli, por proximidade, e dividi-los em dois dias.

O primeiro dia seria dedicado a Old Delhi, Jama Masjid, Forte Vermelho e Humayuns Tomb, tendo como ponto de partida e de chegada Paharganj, o local que sugerimos para dormir.

Num segundo dia visitar-se-iam o Qutb Minar, o Lotus Temple e o Akshardham Temple, partindo também de Paharganj.

Dia um Nova Deli

Partindo do centro de Paharganj, Old Delhi fica a cerca de 3,8 quilómetros.

Existem várias maneiras de lá chegar. Podemos apanhar o bus na New Delhi Railway Station, Gate, 1 para a Mandi House Metro station, que demora 8 minutos dependendo do trânsito. Dali, apanhar a o metro e seguir pela linha violeta, para a estação Jama Masjid, que demora 7 minutos. Esta viagem tem um custo de dois euros, aproximadamente 9 reais.

De Uber , sem trânsito, a viagem demora cerca de 20 minutos e custa 70 rupias (R$4 / 0,8€).

Do centro de Old Delhi para a Jama Masjid são cerca de 1500 metros. A melhor forma de ir é caminhando, para não complicar. o caminho faz-se em cerca de 15 minutos.

O Red Fort está localizado também a 1,5 quilómetros da Jama Masjid e a melhor forma de lá chegar é a andar. O caminho deve demorar uns 15 minutos a percorrer.

Em alternativa podemos contratar um rickshaw, que não deverá ter grandes dificuldades em fintar o trânsito. Mas em Deli nunca se sabe.

Dia dois em Nova Deli

Qutb Minar está a 15 kms de Paharganj e a melhor forma de lá chegar será de metro. Uma viagem de 28.655910, 77.237994, pela linha amarela, que começa na  New Deli metro Station e termina na Qutb Minar metro station. Custa aproximadamente 1 euro, cerca de 4,5 reais.

Se formos de Uber devemos demorar mais ou menos 45 minutos, dependendo do trânsito, e o preço da viagem deverá rondar as 175 rupias (R$10/ 2,2€).

Do Qutb Minar para o Lotus Temple são cerca de 9 quilómetros de distância e a melhor forma de percorre-los será de Uber. Custa aproximadamente  200 rupias (R$11,5 / 2,50€) e demora cerca entre trinta minutos a uma hora, contando com algum trânsito.

Para percorrer os 10 quilómetros entre o Lotus Temple e o Akshardham Temple existem duas formas:

  • de metro , apanhando a linha violeta na Kalkaji Mandir metro station, até à Mandi House metro Station. Ai apanhar a linha azul até à Akshardham metro station. A viagem demora cerca de 40 minutos e custa cerca de dois euros, aproximadamente 9 reais.
  • de Uber demora pelo menos 40 minutos e custa cerca de 180 rupias (R$10 / 2,25€).

Quando ir a Nova Deli

A capital indiana é uma cidade quente e húmida, com grandes variações na temperatura e na pluviosidade de estação para estação.

Na época das moções, que inclui os meses de julho, agosto e setembro, há bastante chuva e trovoada mas as temperaturas podem chegar aos 40 graus, com humidade elevada.

No verão, entre abril e junho, as temperaturas também são muito altas, rondando a média de 32, 33 graus. No entanto, todos os anos se verificam picos de calor que podem chegar a uns absurdos 45 graus.

Viajar para aquela região durante estas estações não é muito recomendável.

O mais acertado será ir entre outubro e março, que se caracterizam por temperaturas mais baixas e chuva pouco frequente.

Onde ficar em Nova Deli

Sabendo o que fazer em Nova Deli e como a cidade pode ser confusa, recomendamos a zona de Paharganj. Tem acessos relativamente bom, considerando o contexto, tem comercio e vários locais onde podemos fazer uma refeição.

Nós ficámos no City Empire @ New Deli Rail Station e não nos arrependemos. Apesar de, num primeiro momento, nos terem colocado num quarto errado e sem janelas. De, no pequeno almoço, as manteigas, compotas e afins estarem todas fora de prazo. No final da viagem, olhando para trás, foi tudo normal…Apenas a Índia sendo Índia. De qualquer forma, o staff do hotel foi sempre atencioso, super prestável e o quarto estava super limpo, pouco comum por ali. O quarto custou cerca de R$90 reais, aproximadamente 20€.

Era esta a vista da sala de pequenos almoços

Outras das opções é Connaught Place, o centro financeiro da cidade, uma zona mais refinada, para os viajantes mais exigentes. Tem muito comercio, restaurantes e bons acessos.

Veja as melhores ofertas de alojamento:

 

Transportes e como chegar a Nova Deli

Antes de falar sobre como chegar a Nova Deli, importa dar duas dicas fundamentais de como nos devemos movimentar na cidade e o que devemos fazer na chegada.

Ao chegar a Nova Deli e se esta for a nossa porta de entrada na Índia, não devemos sair do aeroporto ou da estação sem um cartão SIM no telemóvel. Apanhar um táxi, sem o gps ou internet para confirmar que nos levam realmente para o nosso destino, só pode ter um resultado. Golpe..Ratoeira…Patranha…

Foi o que nos aconteceu. Assim que saímos aeroporto, vimos uma quiosque de táxis que tinha escrito em letras garafais, Deli Police e Governament of Índia.

Pensámos para nós..É mesmo isto, não tem que enganar! Wrong!! Por duas e três vezes trocámos de táxis que nos levavam para favelas e zonas complicada. Lá chegados diziam, o vosso hotel é ali, é lugar muito mau…Vamos levar-vos a uma agência para encontrar um hotel numa zona segura.. Cansados de saber o que se passava, tentávamos outro táxi e sucedia o mesmo. Na segunda ou terceira agência, dissemos ao senhor que nos atendeu que queríamos ir ao nosso hotel, fosse onde fosse. Que não íamos reservar nenhum alojamento sem ver aquele primeiro mas, se ele tivesse interessado, que lhe compravamos um cartão SIM. Estávamos numa paralela de Connaught, comprámos o cartão e fomos para o Starbucks que havia ali perto. Chamámos um Uber e finalmente conseguimos ir para o nosso hotel.

Resumindo…Ter internet é fundamental. Vai-nos poupar tempo, dinheiro e muitas dores de cabeça.

Sempre que houver ligação de metro, do ponto A ao B, escolham esse meio. Em Deli é muito fácil perder horas e mais horas preso no trânsito. O Uber é muito confortável, é verdade, mas o nosso tempo de férias é um bem precioso. Não vale a pena perdê-lo espremido entre camiões, rickshaws, bicicletas, carroças e vacas.

De Avião:

A porta de entrada é o aeroporto internacional Indira Gandhi

Avião de Jaipur para Nova Deli

Um bilhete poderá custar a partir 25€, cerca de R$115 , até e 7.700 rupias, de acordo com a antecedência da reserva. A viagem demora aproximadamente 1 hora, se não tiver escalas.

Avião de Mumbai para Nova Deli

Um bilhete poderá custar a partir 40€, cerca de R$185 , de acordo com a antecedência da marcação  do voo (pesquisamos em agosto, voos para novembro). A viagem demora aproximadamente 2.10 horas se não tiver escalas.

Avião de Vasco da Gama para Nova Deli

Há Bilhetes  a partir de 55€, cerca de R$250, de acordo com a antecedência da marcação (pesquisamos em agosto, voos para novembro). A viagem demora aproximadamente duas horas e meia.

Uber do aeroporto para Paharganj

A viagem demora cerca de quarenta minutos  e custa, aproximadamente, 260 rupias (R$15/3,2€).

Para pesquisar horários e preços, ou para evitar surpresas e reservar já um bilhete, basta clicar aqui.

De Comboio (trem):

Comboio Jaipur para Nova Deli 

Dependendo da classe e conforto do autocarro, o bilhete poderá a partir de 12€, maior ou menos R$55. As viagens demoram, também de acordo com o tipo de autocarro, a partir de 4.30h. Reserve aqui o seu bilhete.

Comboio de Agra para Nova Deli

Há bilhetes a partir de 8€ (R$36) na classe mais baixa. A viagem demora pelo menos 3h.

Consulte as classes, os preços e horário e reserve aqui o seu bilhete.

Comboio de Varanasi para Deli

Um bilhete custa a partir de 10€ (R$46) e a viagem demora aproximadamente entre 12 horas. Reserve aqui o seu bilhete e reserve já, evitando surpresas.

Nota: para reservar bilhetes online é necessário o registo na IRCTC.

Nota: Os preços dos bilhetes podem variar os tipos de transporte contam com várias opções, seja ao nível de escalas, seja ao nível de classes. Recomendamos a pesquisa de horários e preços,

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