Um dos lugares mais bonitos dos Açores, e também um dos pontos turísticos mais conhecidos, é a Lagoa das Sete Cidades em São Miguel.

Esta é uma lagoa formada na cratera de um vulcão, que tem duas cores distintas: azul e verde. A paisagem é de uma beleza inspiradora. Parece, de facto, uma pintura.
Ao chegar ao miradouro da Vista do Rei, poderá disfrutar da maravilhosa vista panorâmica sobre a lagoa ou, se não resistir à curiosidade, entrar no abandonado Hotel abandonado Monte Palace, para explorar o que resta de um dos hotéis mias luxuosos que existiram na ilha. A partir do seu telhado a vista tem ainda mais alcance sobre o paraíso ao redor.

Seguindo, no caminho até à freguesia das Sete Cidades, localizada junto à lagoa, pode deleitar-se com os campos e montanhas verdes repletos de vaquinhas de ar feliz, assim como com as hortênsias que se debruçam sobre as estradas. Pelo caminho, pare nos miradouros do Cerrado das Freiras e da Lagoa de Santiago, e disfrute uma vez mais das lindas vistas.
De seguida, atravessará uma ponte que passa no meio da lagoa, onde a parte verde se encontra com a azul, e aí encontrará a pitoresca povoação que habita o paraíso da Lagoa das Sete Cidades, em São Miguel.

Se é tranquilidade e beleza natural que procura, esta povoação é o lugar ideal. Tem um extenso relvado à beira da lagoa onde é possível fazer piqueniques, ou outras atividades como andar de bicicleta, canoagem, nadar, acampar e caminhar pelos trilhos à beira da lagoa, repletos de vegetação.
Os amantes das caminhadas podem percorrer os trilhos pedestres desde a Vista do Rei, em vez de descer de carro, e assim mergulhar mais profundamente na natureza. Lá em baixo, ao nível da lagoa, podemos também seguir o trilho que começa pouco depois da Julio’s Cave. Nesse percurso o verde assalta o nosso campo de visão, imergindo-nos num ambiente quase mágico.

Aqueles que preferirem fazer canoagem ou andar de bicicleta, podem recorrer à loja do parque da lagoa das Sete Cidades, um ótimo lugar para obter informações, e onde podem alugar os equipamentos.
Além de tudo isso, existem também cafés na zona adjacente à lagoa, assim como na freguesia, onde podemos petiscar alguma coisa e provar a gastronomia local. Tem por perto parques de merendas, para os que já trazem comida. Não podemos deixar de visitar a bonita igreja de São Nicolau, cujo caminho de acesso é bordejado por árvores altas.

Por perto tem também outras lagoas, conhecidas como Lagoa do Canário, Lagoa de Santiago, Lagoa Rasa, entre outras. Perto da Lagoa do Canário não perca uma visita ao Miradouro da Grota do Inferno, não tão popular e cujo acesso passa muitas vezes despercebido. Este miradouro tem uma vista abrangente e incrível, sobre a Lagoa das Sete Cidades, Lagoa do Canário, Lagoa Rasa, Lagoa de Santiago, da Serra Devassa e do mar. Outro miradouro que merece destaque, um pouco mais afastado do percurso mais popular, é o miradouro das Cumeeiras.
Na Lagoa das Sete Cidades, em São Miguel, se é verdade que a nota dominante é natureza, também podemos dizer que ali não nos faltará nada. É uma combinação perfeita. Acima de tudo, aproveite para assimilar a atmosfera calma dos lugares, que decerto o vai contagiar.
Transmitida oralmente, é uma fábula tradicional que explica a diferença entre as cores das duas lagoas. Segundo reza a lenda, o amor proíbido entre uma princesa de olhos azuis e um pastor de olhos verdes culminou num derradeiro momento de despedida. Foi então que cada um, chorando copiosamente, deu origem a uma lagoa com a côr dos seus olhos.
É possível chegar à Lago de 3 formas:
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]]>O Ilhéu de Vila Franca na ilha de São Miguel é um paraíso ímpar, que se define por uma beleza e características singulares. Trata-se de uma cratera vulcânica, situada a menos de um quilómetro da costa sul da ilha, que cria um piscina natural com uma envolvência absolutamente irresistível.

Protegida por paredes que teimam em resistir à passagem do tempo, a praia e a piscina, que é uma circunferência quase perfeita, está protegida da agitação do mar e tem águas calmas e translucidas. Apesar do local ser considerado reserva natural, é possível visitá-lo na época alta, entre os meses de junho e setembro. E, sem dúvida alguma, vale bem a pena, seja para simples contemplação da natureza, seja para relaxar, para dar uns mergulhos ou fazer snorkel.

O Ilhéu de Vila Franca na ilha de São Miguel é, a par da Lagoa das Sete Cidades, da Lagoa do Fogo e das Furnas, um ponto de passagem absolutamente obrigatório para aqueles que visitam a maior ilha dos Açores. Mas, como é natural e se pode antecipar pelo que já dissemos, é um local que atrai muitos turistas, sendo conveniente, senão mesmo fundamental, fazer a reserva antecipada de bilhetes para garantir o nosso lugar num espaço com lotação limitada.

As suas características e beleza únicas foram suficientes para atrair o Red Bull Cliff Diving para os Açores. Há vários anos que o evento de mergulho radical realiza ali uma das suas principais etapas.
Para visitar o ilhéu podemos apanhar um barco no cais do Tagarete, em Vila Franca. Mas a compra deverá ser feita com pelo menos um dia de antecedência, ou mais para não termos um desilusão.
Horários de saída: Os barcos partem à hora certa, entre as 10 horas da manhã e as 18 horas.
Horários de regresso:
Para visitar este pequeno paraíso os locais pagam 6€ e os não residentes 8€.
No entanto, podem-se encontrar pacotes que incluem tanto a visita ao ilhéu, como observação de baleias ou golfinhos. O preços destes tours varia entre os 50€ e os 100€.
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]]>A Lagoa das Furnas em São Miguel faz parte de um trio a não perder para quem visita a ilha. Apesar de menos conhecida ou popular do que a Lagoa das Sete Cidades ou a Lagoa do Fogo, a Lagoa das Furnas possui encantos muito próprios, que constituem um convite irresistível quando exploramos esta zona da ilha açoreana.
O incontornável verde luxuriante, as fumarolas onde se prepara o cozido e a bela Capela de Nossa Senhora das Vitórias, são apenas alguns dos apelos de um local único e a não perder.

A uma altitude de 600 metros, este corpo de água repousa numa formação vulcânica adormecida desde o século XVII, que tem muito para explorar. Desde simplesmente contemplar a beleza natural envolvente, a percorrer trilhos ou a visitar o Centro de Monitorização e Investigação das Furnas.
Veja também: Lagoa das Sete Cidades e Ilhéu de Vila Franca, um paraíso que ninguém deve perder…
Numa das suas margens, perto do parque de estacionamento, encontramos as incríveis caldeiras e fumarolas que dão um carater único ao, também ele incrível, cozido das furnas. No local, é possível perceber onde são colocados os tachos que, mais tarde, são servidos nos restaurantes das proximidades. As panelas são enterradas bem cedo e permanecem ali durante meia dúzia de horas, antes de voltarem a ser desenterradas, para serem servidas à hora de almoço.
Estas caldeiras, em constante ebulição de águas que chegam aos 90º, libertam vapores que ao se misturarem com o verde somam misticismo e beleza à paisagem. No entanto, apesar de devidamente sinalizadas, representam um perigo que deve ser considerado, principalmente por quem tem crianças à sua responsabilidade.

Esta construção dos século XIX, diga-se à partida, parece bem mais antiga. Imponente, no meio da natureza, é de facto um edifício muito belo. A construção desta capela neogótica foi motivada por uma promessa de José do Campo, cuja crença o fazia acreditar que a doença da sua mulher podia ser resolvida com este ato de fé. Hoje ambos repousam na capela que, naturalmente, se acabou por tornar o mausoléu de ambos.

Este centro na Lagoa das Furnas em São Miguel, ajuda-nos a compreender a história geológica do complexo vulcânico das Furnas, assim como todo o trabalho de proteção e recuperação do ecossistema e paisagem locais.
Horários:
Preços:
Para aqueles que gostam de explorar caminhando, existe um trilho com cerca de 10 kms que podemos percorrer. É uma forma alternativa de explorar a zona, sem dúvida mais imersiva.
O trilho, que a bom ritmo pode ser feito em 3 horas, inicia-se no Largo das Bicas, próximo do Parque Terra Nostra, e guia-nos através de sinalética por um percurso que inclui passagens por locais como:
Se houver vontade, faça o download do folheto do trilho.
Este local é indicado para os amantes da natureza que ainda não tenham saciado o seu apetite por verde e ar puro.
Depois de adquirido pelo Governo Regional, a zona correspondente ao Parque da Grená, antiga propriedade de um consul inglês, foi recuperada e preparada para receber visitantes. O verde, a que por esta altura já nos estamos habituados, conjuga-se com cursos de água, passadiços, um jardim e um palacete, para nos convidar a mais um mergulho num cenário feito de natureza e, neste caso, também de história.
É mais um dos apelos da Lagoa das Furnas em São Miguel, que podemos visitar por 10€, à excepção das crianças até 10 anos, cuja entrada é gratuita. Ora, a questão é se aquilo que acrescenta ao que já vimos justifica o preço do bilhete.
Horário
Partindo da zona das caldeiras na Furnas, siga pela rua Formosa por 300 metros, e vire à direita em direção à rua dos Moinhos e EN1-1A. Quando chegar a um cruzamento, com indicação de beco sem saída em frente, vire à esquerda siga por cerca de 2,5kms. Vai passar pela bela estrada de curvas e alguma inclinação até encontrar uma tabuleta com indicação das caldeiras e ai:
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]]>Na costa Norte, entre a Ribeira Grande e a Lomba da Maia, encontramos mais um dos bons motivos para visitar a ilha. A Praia dos Moinhos em São Miguel, também conhecida como Praia do Porto Formoso, é uma agradável surpresa, que nos convida para um mergulho refrescante entre pontos de passagem.

Com um areal de tamanho considerável, delimitado pela vila, por e encostas “pintadas” de verde, é um bom local para uma paragem, se para dar um mergulho e depois almoçar, fazendo um pausa relaxante enquanto se explora esta parte da ilha.
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Se pesquisar, ao chegarmos à praia fomos, e porque a fome já apertava, fomos atraídos pela bela esplanada do Moinho Terrace Café. Entre alguns snack’s, podemos recomendar os hamburgers. São muito bons e os preços não são por ai além, considerando que estamos a comer na praia.

Partindo da Ribeira Grande são cerca 7 kms, que demoram 10 minutos a percorrer. Depois de 5 quilometros pela EN1-1A, em direção ao Nordeste, viramos à esquerda, para a M508, em direção a Moinhos. Depois é só procurar estacionamento e descer para Praia dos Moinhos de São Miguel.
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]]>A não perder numa passagem por São Miguel, o Parque Terra Nostra nas Furnas é um local absolutamente deslumbrante, dono de uma atmosfera incrível. Para além dos banhos quentes em águas termais, tingidas de ocre, a densa mata de um verde luxuriante convida a passeios demorados, para nos perdermos por horas, enquanto respiramos natureza.

Com mais de 200 anos de história, foi pelas mãos do cônsul dos Estados Unidos e, mais tarde, do Visconde da Praia que muito do que podemos ver hoje veio a ser.
O Parque Terra Nostra nas Furnas tem mais de uma dúzia de hectares, um éden para aqueles que apreciam natureza. A flora combina espécies endémicas dos Açores, que convivem lado a lado com muitas espécies importadas.
Veja também: Lagoa das Sete Cidades e Ilhéu de Vila Franca, um paraíso que ninguém deve perder…
Um dos cartões de visita do Parque e da Ilha de São Miguel, é este tanque de águas termais construído no século XVIII tem uma temperatura a rondar os 40 graus, de águas férreas muito ricas em minerais essenciais.
Seja logo à chegada, seja antes de ir embora, depois de explorar todos os recantos do parque, é uma experiência a não perder. Uma ou duas horas passam-se muito bem naquelas águas, super relaxantes, enquadradas num cenário idílico.
Como bónus, o complexo possui ainda uma zona de jacuzzis, também super convidativos.

Apesar do apelo das águas termais, o melhor do Parque Terra Nostra, em São Miguel, será mesmo o sem número de recantos que concorrem para formar um cenário inesquecível. Mais de 700 espécies de camélias, riachos, lagos, trilhos e plantas de todos os género imagináveis, contribuíram para os vários prémios e distinções com o que o parque já foi distinguido.
Trata-se, que não restem dúvidas, de um dos mais meritórios cartões de visita de São Miguel, a par de locais como as lagoas das Sete Cidades e Fogo, ou o Ilhéu de Vila Franca.
Para tirar o melhor da nossa visita podemos recorrer aos mapas fornecidos pelo parque. Devemos reservar pelo menos uma manhã ou uma tarde para não deixar nada por fazer e ver.
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]]>O Miradouro da Ponta do Sossego em São Miguel, destaca-se entre os seus pares, porque a beleza do seu jardim compete ferozmente com a vista deslumbrante que proporciona.

O verde luxuriante, salpicado de cores dos mais diversos tipos de flores, confundem o propósito da visita. Geralmente, quando vamos a um miradouro, é na vista que proporciona que reside o seu maior apelo. E é verdade que vale a pena, a imensidão do oceano lançada pelos recortes da costa de São Miguel são realmente belos.
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Considerando esta qualidades, que popularizaram o Miradouro da Ponta do Sossego em São Miguel, na nossa incursão pela costa Nordeste da ilha, devemos reservar um hora ou duas horas para tirar partido do local.

Em vez de, como muitas vezes acontece, parar, tirar uma fotografia e seguir caminho, neste local, valerá a pena demorarmo-nos um pouco e tirar partido do belo jardim, para respirar e contemplar a envolvência.
Dali conseguimos vislumbrar outro miradouro que também convida a uma paragem, a Ponta da Madrugada.
À entrada do jardim existe um pequeno café onde podemos aproveitar para comprar um gelado ou uma bebida refrescante.

Saindo do Nordeste, pela nacional 1, em direção à Povoação, são apenas 6 quilómetros até chegarmos à Ponta do Sossego. Depois, fazendo mais 3 quilómetros chegamos à Ponta da Madrugada.
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]]>A praia da Ribeira Quente em São Miguel é uma das melhores da ilha e distingue-se por algumas particularidades que tornam invulgar, não só naquele contexto, mas no mundo. A beleza natural da baia, o grande areal e todo o enquadramento desta praia, também conhecida como praia do fogo, aliam-se à temperatura da água para torná-la numa das praias apetecíveis em Portugal.

Fontes hidrotermais submarinas temperam uma água onde podemos estar horas sem ter frio. Durante o verão, a temperatura média da água situa-se nos 23º mas, em certos pontos, se enterrarmos o pé na areia, quando estamos dentro de água, a temperatura é tão elevada que quase queima.
Esta praia de bandeira de Bandeira Azul, próxima da Povoação e a 7 quilómetros das furnas, é um ponto de paragem obrigatório para que explora aquele lado da ilha. Apesar de atrair muita gente, o areal da praia da Ribeira Quente em São Miguel é vasto e a água quente convida a um mergulho, seja a que horas for.

Se por acaso passarmos por ali à hora de almoço ou ao fim do dia, tem várias opções para comermos peixe, marisco ou outras especialidades locais.
A partir das Furnas, basta seguir cerca de 8 quilómetros pela estrada EN2-2A, em direção à Ribeira Quente. Depois é só atravessar a vila. Não tem que enganar. Mesmo ao lado existe um bom parque de estacionamento.
A partir de Ponta Delgada São cerca de 50 quilómetros. Devemos seguir pela estrada EN1-A1 até às furnas e depois seguir o trajeto anterior.
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]]>As plantações e fábrica de chá em São Miguel figuram entre as muitas atrações que a ilha oferece aos seus visitantes. A produção de chá preto e chá verde, que se iniciaram no século XVIII com a introdução das plantas vindas do Brasil, são hoje uma industria eminentemente turística. A fábrica Gorreana recebe, nos dias de hoje, dezenas de milhares de visitantes.

A principal fabrica de chá em São Miguel, e que atrai mais visitantes e turista, beneficia da paisagem criada pelos campos de plantação. As encostas verdejantes, que parecem tiradas de um quadro, são realmente belas. Esse é, na verdade, o grande interesse turístico do local.
Mas, para além disso, a fábrica possui um pequeno museu, onde há lugar à prova de chás outros produtos locais, onde é possível conhecer um pouco melhor a história dos Açores e, para aqueles que procuram um souvenir poderá ser uma boa oportunidade.

Para quem procura apenas natureza e paisagens, é possível usufruir do belo cenário criado pelas plantações a partir da estrada.
Durante o verão é possível visitá-la entre as 9 e as 18 horas. No inverno fecha uma hora mais cedo, às 17 horas.
Esta plantação de chá fica na Maia a 12 quilómetros da Ribeira Grande, o concelho a que pertence. Partido desta cidade basta seguir pela estrada N1-A1, por cerca de 15 minutos, sempre a direito, em direção à Maia e, pouco depois de São Brás, vamos encontrar a fábrica à nossa esquerda. Logo ali, a partir da estrada, poderemos ver, do nosso lado direito as plantações. Não há que enganar.
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]]>A Caldeira Velha na Ribeira Grande é um local muito especial, pela sua beleza natural e pelos banhos termais, de água a escaldar, que atraem multidões de turistas.
Faz parte das atrações mais populares da ilha de São Miguel e, não fossem os seus grandes apelos mais condizentes com uma exclusividade que não existe, estaria certamente no topo das preferências entre os amantes da natureza.
O facto é que o excesso de turistas castra o potencial do local para relaxar, quer nos banhos quentes, quer na simples contemplação da natureza.

A Caldeira Velha na Ribeira grande é considerada um monumento natural e define-se por isso mesmo. Possui uma grande biodiversidade, guardada por vegetação densa, de um verde luxuriante que esconde, nos seus recantos, “jacuzzis naturais” de água termal, que chega aos 35º, a que é difícil resistir.
Para além das poças, existe uma cascata onde também é possível tomar banho. Convém, no entanto, levar o pior dos nossos fatos de banho. A água férrea é impiedosa. Lembramos ainda a existência de cacifos, onde podemos deixar as nossas coisas para tirar maior partido de tudo aquilo.
O cenário é de uma beleza incrível, sendo difícil imaginar como seria poder tirar partido daquele contexto com menos pessoas à volta. Isso terá sido um privilégio exclusivo dos locais, antes do boom turístico. Hoje, e ainda bem, tem um limite ao número máximo de visitantes em simultâneo, fixado nos 250. O tempo máximo de permanência no complexo é de duas horas. Ainda assim valerá a pena visitar o local.

Fazendo parte da formação vulcânica da Lagoa do Fogo, é um ponto de paragem pertinente no caminho que nos leva da Ribeira Grande para esta, ela sim, imperdível e de passagem obrigatória.
Para além dos banhos, da natureza e do percurso fabuloso que nos leva até às poças, há outro apelo que pode fazer as delicias dos mais curiosos e ávidos de saber: o centro de interpretação.

Nesta infraestrutura, que funciona como uma espécie de museu, podemos perceber, do ponto de vista natural, o que torna aquele local tão especial. Este espaço de promoção disponibiliza informação de carácter educativo que nos permite viajar das origens geológicas do local, até as suas características atuais no que respeita à biodiversidade.
Existem duas opções no toca às visitas.
Monumento Natural + Centro de Interpretação Ambiental da Caldeira Velha + Poças Termais:
Monumento Natural + Centro de Interpretação Ambiental da Caldeira Velha:
Partido da cidade, seguimos para sudeste através do Caminho da Todela, em direção à rua Pico das Freiras e viramos à esquerda para essa rua. Passado um quilómetro viramos à direita e, após 700 metros, à esquerda. Prosseguimos por mais 300 metros e chegamos a uma rotunda. Ai, seguimos pela primeira saída, para a rua da Assomada e estrada nacional 1-A1.
Depois de percorridos 2 quilómetros chegamos à estrada ER3-1, seguimos mais 300 metros e viramos à esquerda para a estrada EN5-2A. Passados cerca de 3,5 quilómetros, chegaremos à entrada para o parque de estacionamento.
Em alternativa, podemos contratar um tour que inclua esta e outras atraçãos. Há varias opções que pode ser consultadas aqui.
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]]>A Lagoa do Fogo na ilha de São Miguel foi, sem dúvida, um dos locais que mais gostámos de visitar numa ilha onde a concorrência é feroz, com vários de lugares e pontos de interesse repletos de encantos muito próprios.
Com tudo aquilo que viemos a descobrir sobre o local, não é de estranhar que esta lagoa, um paraíso natural único, se destaque entre os principais cartões de visita do arquipélago dos Açores, ombreando com a super popular Lagoa das Sete Cidades.

A segunda maior e a mais alta, a Lagoa do Fogo na ilha de São Miguel, repousa na cratera do vulcão do fogo. Este, será o mais novo entre os seus pares e terá surgido à cerca 15 mil anos, na zona central da ilha. Trata-se formação geológica, capaz de impressionar os mais exigentes, entre os amantes da natureza. Ostenta uma flora endémica luxuriante que lha dá outro brilho e que caracteriza a Serra de Água de Pau.
A combinação de todas estas valências contribuiu para que fosse classificada como uma zona especial de conservação (uma reserva natrual) e integrada na Rede Natura 2000. Ingredientes que, todos somados, fazem da Lagoa do Fogo um dos pontos passagem obrigatória na ilha de São Miguel.
A paisagem e a vista do topo da cratera está longe de ser o único apelo para quem visita a Lagoa do fogo na ilha de São Miguel. Para os mais corajosos, há um prémio ainda mais gratificante. Descer do topo até à base, para ver a lagoa de perto, é um mergulho imersivo num cenário natural, quase virgem e intocado. Se a descida é convidativa, a subida nem tanto. Mas não se duvide, depois de desfrutar do cenário que encontramos lá em baixo vamos, certamente, encarar a subida totalmente renovados.
15 a 20 de minutos devem ser suficientes para chegar lá abaizo. Já para o retorno, com algumas paragens pelo meio para respirar, acrescentam-se uns 10 minutos. Poderá ser um percurso com troços um pouco sinuosos e ingremes, um pouco complicados para pessoas com menor mobilidade ou crianças em idade de colo, mas valerá a pena para a maioria.
Para além do óbvio, de ser um local lindo e tranquilo, permite tirar partido de tudo aquilo com alguma exclusividade. É que sendo a Lagoa do Fogo, na ilha de São Miguel, tão concorrida, verifica-se uma grande aglomeração de pessoas no topo, especiamente no miradouro junto à estrada, perto do parque de estacionamento. Felizmente nem todos se aventuram a descer e muitos deixam-se ficar por ali, entre selfies e conversa.
Lá em baixo, podemo-nos sentar e contemplar a paisagem ou percorrer trilho que nos leva até à praia, a que podemos dedicar algumas horas. Como lá em baixo não há nada, convém ir prevenido com snacks, água, chapéu, bem calçado e, claro, saber exatamente como está a nossa forma física.
Na verdade, confesso, um pouco sem fôlego, em alguns momentos deparei-me com pessoas na casa dos 60 anos e outras com crianças pequenas, especialmente estrangeiros, que pareciam dar um simples no parque, completamente à vontade com a exigência do percurso.
Dai que, mais do que dizer que não é recomendável para pessoas desta ou daquela idade, prefira sugerir o passeio a quem se sinta confortável com o desafio de ofegar um pouco e andar com precaução, até chegar à caldeira da Lagoa do Fogo na Ilha de São Miguel.
A partir da Ribeira Grande para o Miradouro Sobre a Lagoa do Fogo
Partido da cidade, seguimos para sudeste através do Caminho da Todela, em direção à rua Pico das Freiras e viramos à esquerda para essa rua. Passado um quilómetro viramos à direita e, após 700 metros, à esquerda. Prosseguimos por mais 300 metros e chegamos a uma rotunda. Ai, seguimos pela primeira saída, para a rua da Assomada e estrada nacional 1-A1.
Depois de percorridos 2 quilómetros chegamos à estrada ER3-1, seguimos mais 300 metros e viramos à esquerda para a estrada EN5-2A. Passados 8 quilómetros, aproximadamente, chegaremos ao parque de estacionamento adjacente ao miradouro Sobre a Lagoa do Fogo, que dá acesso à lagoa. É possível que o parque de estacionamento esteja lotado e que seja necessário aguardar um pouco por uma vaga.
O melhor será sempre ir cedo.
Em alternativa, podemos contratar um tour que inclua esta e outras atraçãos. Há varias opções que pode ser consultadas aqui.
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